sexta-feira, 16 de maio de 2008

Me Exile, Por Favor!

Minha terra está sem palmeiras
E o sabiá sem onde cantar.
O desmatamento que ocorre aqui
Não chega nem aos pés dos de lá.



Nossas estrelas são as da Globo.
Nossas várzeas mais trangênicas.
Nos bosques mais queimadas.
Nossa vida mais desastres.


Em cismar sozinho à noite,
Corro o risco de ser assaltado,
Estuprado ou assassinado.


Ser pobre lá, é mais difícil do que cá.
É imposto, comida e roupa pra menino
Apenas com um salário mínimo.


Não permita Deus, que eu seja preso
Pois posso morrer nas celas lotadas da FEBEM.
Não permita também que eu perca os benefícios da
Renda cidadã, seguro desemprego e do PETI.
Mas salve Deus, nossa pátria,
Que está a afundar.

Ícaro Teixeira Bevilaqua.

Um comentário:

Daniela Dias Ortega disse...

MUITO BOM! huahuehuaaeuhuhe.