sexta-feira, 16 de maio de 2008

Não uso do plural nas ações cotidianas.

Minha cara Daniella ;

Venho por meio desta lhe informar sobre nossa mãe, ou melhor, a nossa língua-mãe, o português.
Desde que partiu, percebo algumas mudanças na fala e na escrita das pessoas, acho que percebi essas mudanças de tanto você me chamar a atenção quando cometia erros (poucos) de concordância ou coerência.
O uso do plural, por exemplo, as pessoas (me incluindo) parece que acham desnecessário acrescentar um ''s'' nas palavras ou talvez estão fazendo racionamento, porque há de concordar comigo, em pleno século XXI a economia é importantíssima! O ''s'' é apenas uma letra, e não vai fazer diferença de sentidos, ou vai? Não sei mais, parece que houve um curto-circuito em meu cérebro, e não consigo mais argumentar ou expressar minhas idéias com clareza. Mas, de uma coisa estou certa, o meu objetivo é mostra-lhe que o uso do plural nas ações cotidianas é desnecessário, o que você dizia ao contrário.
O importante é ser entendido e não escrever com 100% de concordância (até mesmo 10%) porque errar é humano, e mesmo se sabemos que estamos errados, um pouco de hipocrisia nunca fez mal ao ser humano. Outro motivo de não nos preocuparmos com o não uso do plural é perceber que ao longo da história a língua portuguesa mudou, por exemplo, no Brasil colônia o pronome de tratamento usado era ''vosmecê'', passando para você, ocê, cê, e imagino que daqui algum tempo nos trataremos por mímica. Talvez essa ''falta'' do plural seja uma evidência de que está havendo mudanças na língua e essas mudanças podem significar historicamente ; representar o contexto onde as pessoas estavam inseridas. Outro exemplo, são as tribos, grupos de pessoas que possuem afinidades e que elas, mesmo sem utilizar o plural se entendem: ''E aí véi, como é que tá os seus coroa?''
Olha, acho melhor me despedir, porque eu própria estou me sentindo confusa com minhas argumentações pouco (ou nada) convincentes.
Ah, já estava me esquecendo: naqueles últimos jogos ganhei cinco troféus ... ou será troféis?!?
Carinhosamente, Nina Franco Luz*

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