sexta-feira, 16 de maio de 2008

À volta ao tupi-guarani

Como eu poderia começar a lhe explicar algo onde que para eu lhe explicar eu terei que alterar o seu respectivo nome de forma que ele possa ser inserido nesse novo modo de compreensão, fazendo com que uma coisa mais um bocado de coisas serão: uma coisa mais outra coisa mais outra coisa. Pois se eu falar me da um pão mais um pão mais um pão. Eu terei um pão mais um pão mais um pão. Pois isso não são três pães, porque três pães são pães. E eu falo pão. Um pão mais um pão mais um pão! Então laranjas, abacaxis e uvas não existem pois o que existe é uma laranja mais uma laranja, um abacaxi mais um abacaxi e uma uva mais uma uva.
É claro que e fácil de compreender que essa questão não tem o menor cabimento de ser concretizada. Pelo fato de que hoje a sociedade capitalista não quer complicar as coisas. De forma que essa repetição de palavras para fugir do plural, só levaria a perder mais tempo, e o tempo é dinheiro e o seu dinheiro não vai ser perdido só porque uns bandos de pelados que dormiam na rede não colocavam uma simples letrinha no final de uma palavra. É claro que isso não tem nada a ver, pois a questão não é de repetição de palavras mais sim o “crocodilamento” da população brasileira que de certa forma anda comendo letra de algumas palavras. Esse fato não quer dizer que a população está querendo voltar ao tupi-guarani, mais sim que as pessoas estão deixando de lado as regras para facilitar na sua fala. Pois não importa se você falar errado, pois a partir do momento que você for compreendido você esta falando certo. Então se você entendeu “ta tudo bão!”.
O bom de tudo era se tivesse uma língua universal (Esperanto), mais um dia chega lá. E como ainda não existe, seria bom se em cada nação tivesse predominado sua língua mãe. Questão de cultura respeito aos ancestrais, mais como tem uns que acham que são mais do que os outros vêm impondo o que nem é deles de verdade, e os simples peladinhos têm de aceitar. Não respeitando nem um pouco sua cultura e muito menos eles.
A questão é que hoje para que volte o tupi-guarani precisaria de um grande sacrifício, para não dizer que é impossível. Para começar precisaria de um grande grupo de professores para ensinar outro grande grupo de professores a ensinar toda população essa língua mãe que hoje poucos sabem. Então alem de ser algo em longo prazo é uma questão supérflua para se gastar o dinheiro publico. E essa língua que poucos sabem e muito menos respeitam. No decorrer dos tempos se tornará lenda. Hoje, em raros momentos, como esse ela se torna um fato para ser discutido, nada mais, pois ela não passará de uma simples discussão.


(Douglas Lima)

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